Carla Santos

Vim ao mundo em 1984, estudei comunicação, mas mudei completamente de áreas (adaptação ao meio aquático e hidroginástica formada pelo CEF, “educadora” num espaço para crianças) onde pude observar os vários mundos da maternidade e reparar que em todas as histórias sobre a gravidez, houve uma necessidade em sentir apoio, colo, poder. Paralelamente, senti também que esse apoio, colo e poder não eram garantidos, eram conquistas!

Com a maternidade, veio também a veia pulsante do ativismo, sou mãe de dois meninos, ambos nascidos em parto hospitalar com respeito, um sem e outro com Doula, e diferença foi gritante.

Senti que tinha como missão, ajudar outras mulheres a terem acesso a partos RESPEITADOS, independentemente das suas opções.  Aprofundei vários temas, fazendo algumas formações (Babywearing pela Crianza Natural, Supporting Every Birth- acerca da perda gestacional, Doula de Parto e Pós-Parto, certificada por Nurturing Birth UK. Mudar a forma como se nasce, é extremamente poderoso e por isso, ambiciono ajudar a espalhar informação que privilegie a parentalidade com apego, o empoderamento feminino. Acredito que possa ser um passo positivo pela humanização ou (re)humanização, da parentalidade, ter garantidamente, livre acesso a informação fidedigna, respeito pelas decisões das famílias, respeito no parto, pós-parto, inclusão do papel do pai, apoio sobre a depressão pós-parto e a perda gestacional. Assim, abraço a APDMGP, sedenta de mudança; pela paz, pela união e pelo respeito, mas acima de tudo, pela voz das mulheres!